19/02/2020

A obra do futuro Terminal Intermodal de Campanhã (TIC) está a avançar a bom ritmo, assim constatou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, na primeira visita que fez à empreitada, esta manhã.


Prometido em 2003, o projeto que vai revolucionar a mobilidade e o serviço de transporte público a nível metropolitano está agora finalmente a nascer, sendo neste momento a maior obra pública municipal a decorrer no país. Fundamental para o desenvolvimento da zona oriental da cidade, o TIC será também uma obra de engenharia notável e um espaço verde de referência.


Por entre o rebuliço próprio de um estaleiro de obra desta envergadura, Rui Moreira ficou visivelmente satisfeito com o que viu. Desde que a empreitada iniciou, em setembro de 2019, ainda não tinha pisado o terreno onde se está a erguer o futuro Terminal Intermodal, com uma área bruta de construção de cerca de 24 mil metros quadrados, embora, a espaços, tenha passado "muito próximo" do local.


Com a garantia do empreiteiro, a ABB - Alexandre Barbosa Borges, S.A, de que "o prazo de conclusão da obra se mantém em junho de 2021", o presidente da Câmara do Porto está confiante de que a plataforma intermodal será obra feita num sonho acalentado há muito tempo. "Tem aqui um aspeto curioso: fará nessa altura 18 anos que foi anunciado como prioridade para a cidade do Porto a construção de um Terminal Intermodal", assinalou.


Projetado pelo arquiteto Nuno Brandão Costa, o TIC pretende dotar a zona de Campanhã de uma interface que vai abranger os autocarros da STCP e os operadores privados, comboios urbanos e de longo curso, metro e táxis, aproveitando a localização privilegiada que possui através das acessibilidades rodoviárias, como a Via de Cintura Interna (VCI) e as autoestradas circundantes (A1, A3, A4 e A43).


Além disso, o futuro equipamento municipal vai constituir um dos principais nós da rede de transporte público, enquanto interface estratégica de um anel de contorno da cidade do Porto, funcionando em articulação com a interface da Casa da Música e a futuro interface do Hospital de S. João. E, na sua circundante, o TIC vai ainda promover "a ligação entre duas partes da cidade, que anteriormente estavam cortadas pela linha férrea", afirmou Rui Moreira, aludindo à proximidade da infraestrutura às estações de comboios e de metro de Campanhã.




Acompanhado pelo administrador da ABB, Gaspar Borges, pelo diretor da obra, António Barbosa, pela presidente da GO Porto, a vereadora Catarina Araújo, os administradores da empresa municipal, Cátia Meirinhos e Manuel Aranha, comunicação social, entre outros elementos das equipas, o presidente da Câmara do Porto salientou que esta é uma obra que vai agregar toda a envolvente urbana. "Numa zona muito degradada da cidade, o Terminal vai dar uma visão muito mais contemporânea e natural da cidade", destacou.


Parque verde de 4,6 hectares


O Terminal Intermodal de Campanhã vai ainda dispor de áreas utilitárias, como parque de estacionamento, estação de serviço, paragens kiss & ride, parque de bicicletas e de táxis, bem como áreas complementares de apoio ao público, serviços administrativos técnicos.


Mas sendo um projeto revolucionário para a mobilidade no Porto, além de um grande empreendimento de arquitetura e engenharia, o TIC será ainda revolucionário no campo da sustentabilidade ambiental. A cobertura verde e a área circundante igualmente ajardinada vão totalizar 46 mil metros quadrados.


A obra do Terminal Intermodal de Campanhã representa um investimento municipal na ordem dos 12,6 milhões de euros, sendo que o projeto tem candidatura aprovada para fundos comunitários do programa Norte 2020.

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